Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

nada .

surgimos do nada .

somos feitos de nada .

queremos tudo , mas não temos nada .

 

com o desejo de sermos algo mais do que o que nos é permitido , esquecemos a essência , perdemos a existência (o pouco que podemos afirmar ser nosso) .

 

um dia podemos ter a oportunidade de pertencer a este mundo , de nos pertencermos a nós próprios .

mas , para já , como não temos nada , como o nada é feito de nós , devemos esconder-nos atrás de vidros .

 

porque , afinal , somos transparentes .

 

eu já fui muito .

agora voltei às cinzas , à terra que me deu origem (e essa é também nula) .

tudo porque desisti .

 

seres maiores do que eu , por favor , ajudem-me a reencontrar o que deixei pelo caminho .

 

um sincero obrigada a todos os que me têm apoiado .

e tu , s . , deves saber que quero ser tua .

até o posso ser , mas só quando (re)ganhar vida .

amo-te ♥ 

 

publicado por mariannecosta às 15:21
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

TU . s.n.o.w .

como te conheci , é como permaneces .

os cabelos castanhos despenteados , os olhos redondos , escuros [incertos , confusos] , a pele branca de neve , os lábios simétricos [à espera de uma promessa ?] , as mãos geladas ...

só o teu corpo mudou , a meu ver . agora conheço todos os teus traços , as tuas linhas , o meu esconderijo . os teus ângulos encaixam perfeitamente na minha definição de perfeição , e sinto-os presos em mim , como se fizessem parte da minha própria geometria . cada movimento teu traz uma réstia do teu perfume , e todas as minhas madeixas esperam que ele se entranhe nelas .

o fim do dia é mais uma recordação do calor , do ódio e da paixão que sinto , e só assim me relembro do que éramos e do que somos .

naquela ânsia de te ter , esqueço o teu comportamento imaturo . prometo a todos deixar-te , mas todas as sílabas perdem força , como a neve que se derrete no verão , quando me dás tudo o que tens .

as palavras , leva-as o vento . só tu continuas , como tinta permanente , escrito em mim .

há uma doença horrível , uma patologia mortal : a sida . por mais tratamentos a que o portador do vírus seja sujeito , nunca há-de conseguir ser curado .

eu sinto-me um pouco assim .

e a verdade é que gosto de ti .

[tu és a neve , eu sou o verão . tu derretes-te em mim , e eu fico gelada na tua presença .]

 

afinal , muita coisa mudou :

agora AMO-TE .

 

publicado por mariannecosta às 20:03
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